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03 julho 2013

As constatações de Paulo Almeida

O primeiro disco do baterista e compositor Paulo Almeida está gravado e sendo mixado. O trabalho tem a cara da geração atual da música instrumental brasileira, fartamente marcada pelas raízes rítmicas nacionais (não se podia esperar menos de um baterista tão estudioso e ex-aluno de Cleber Almeida), com improvisos e harmonias que variam num amplo espectro de influências - de Hermeto Pascoal a Wayne Shorter, do hard-bop ao forró.

O time de músicos convidados por ele para essa gravação tem na base Vinicius Dorin (Saxofones e Flauta), Beto Correa (Piano e Rhodes), Fi Maróstica (Baixo) e Diego Garbin (Trompete), contando com participações eventuais Fábio Leal (Guitarra), Jota P (Sax tenor), Vanessa Moreno (Voz) e Marcos Moraes (Violinha e Violão). O clima é de muita improvisação, com arranjos que destacam a capacidade técnica dos músicos. Dá pra ver que, com apenas 25 anos de idade, Paulo Almeida criou um trabalho autoral que promete grandes vôos, com cacife pra sustentar as suas "Constatações". Confira.



Enquanto isso, ele cumpre uma agenda intensa de shows e workshops por todo o Brasil ao mesmo tempo em que tenta captar recursos pra pagar seu disco. Já preencheu editais de patrocínio, concursos culturais e festivais. E não fica parado esperando resultado - acaba de lançar na internet seu projeto na plataforma Catarse, um site que permite que apoiadores do mundo todo ajudem o projeto com cotas de patrocínio personalizadas, adquiridas online.

Com o projeto de financiamento coletivo, que pode ser acessado nesse link, Paulão pretende captar uma quantia necessária apenas para a finalização do trabalho, já que ele mesmo já gastou quase R$ 4 mil para as gravações. Quem ajudar com o valor mínimo (R$ 30) já garante um CD, e há cotas até para empresas que quiserem apoiar o disco.

01 julho 2013

ETC & Jazz - Programa 65

O programa 65 contou com sons do pianista Jaki Byard, da cantora Laika, da dupla Lee Konitz & Martial Solal, do combo do trumpetista canadense Maynard Ferguson, do baterista de smooth/groove jazz Omar Hakim, do quinteto do baixista polonês Wojtek Mazolewsky e da cantora Jane Duboc junto com o sax barítono do legendário Gerry Mulligan. Baixe aqui.

04 março 2013

ETC & Jazz - programa 63

Os programas inéditos voltaram ao ar! Este é o programa 63, o último a ser transmitido antes da longa pausa, e levou ao ar os sons de Phineas Newborn Jr, Michel Legrand Big Band, Renne Rosnes, Gato Barbieri, Tom Harrell, Jessica Willians, Wynton Kelly e do saxofonista destaque no cenário paulistano, Jota P. (tocando uma composição de seu grande disco, "Que Fase!"). Baixe aqui.

17 setembro 2012

A vida passa e o blog fica...

A reflexão sobre as coisas do dia a dia não acontece na mesma velocidade que as tais coisas do dia a dia. Eu tenho um monte de idéias, argumentos, histórias, causos, metáforas, discursos e homilias sobre todas essas coisas do dia a dia, mas falta o tempo para escrevê-las aqui. Eu peço desculpas a todos os que de vez em quando passam por este blog, mas é que está difícil ter tempo pra falar sobre o tempo, tá difícil ter cultura pra falar sobre cultura, tá difícil achar a música dentro da música...

Partilho com vocês minha dificuldade, mas também partilho a sublimidade deste vídeo, quem sabe pra deixar menos difícil a tarefa de parar pra admirar as boas coisas da vida.




16 agosto 2012

ETC & Jazz - Programa 61



Este programa levou ao ar o jazz de Terence Blanchard, Donald Byrd, Bill Mays e Inventions Trio, Michael Brecker, Michel Camilo, Sidney Bechet, da dupla Roberta Gambarini & Hank Jones e do Quarteto Brasil. Baixe aqui ou escute aí em cima. 


10 agosto 2012

ETC & Jazz - Programa 60



Neste programa tocamos apresentações ao vivo de Eric Dolphy, assim como da dupla heróica Max Roach & Clifford Brown. Também foram ao ar sons de Toots Thielemans, Victor Wooten, Hermeto Pascoal (em piano solo), o flamenco-jazz de Chano Dominguez e a ousada improvisação vocal da cantora Elisabeth Kontomanou. Baixe aqui ou escute aí em cima.

06 agosto 2012

Brasil para exportação. E daí? *

Meses atrás, um escândalo (mais um) era alardeado pela TV: contêineres de lixo hospitalar chegavam dos Estados Unidos, comprados por comerciantes do norte do Brasil e transformados em bolsos para calças jeans, revendidas a todo o País. Esse é apenas um lado perverso da economia global e sua lei simples: a mercadoria chega, pelo menor preço possível, aonde há procura – mesmo que seja lixo. A cultura de massa do século XXI segue a mesma lógica.

A música americana é consumida na Europa desde o fim da 2a Guerra Mundial. No pós-guerra, o jazz – o melhor produto cultural americano – lá encontrou sua plateia mais encorajadora. Os beboppers eram vistos como malucos nos EUA, mas o existencialismo francês e sua filosofia de liberdade radical adoraram as experimentações harmônicas do jazz moderno.

Já o mercado cultural brasileiro sempre foi um grande fã das tendências francesas – desde 1900 a 1960, tudo era copiado de Paris. Mas passamos a consumir música popular americana desde que Elvis Presley chegou pela TV e conquistou a juventude bossa-nova. Do rock da Jovem Guarda nos anos 60 ao hip-hop e às bandas indies nos anos 2000, consumimos por anos a fio a música de massa dos EUA,  superproduzidíssima para aparecer bem na telinha do canal jovem de videoclipes. E mesmo assim, as rádios, as novelas de TV e os programas de auditório nunca deixaram de tocar música feita aqui. Talvez isso mostre a força da nossa cultura, mas ao custo de uma certa perda da inocência, da criatividade, e do elã antropofágico e tropicalista exibido por grupos baianos, mutantes, secos e molhados – haja visto o surgimento de estilos de origem regional que foram adaptados à grandiloquência da cultura de massa, como o axé, o pagode romântico e o sertanejo universitário.

As técnicas para se produzir um sucesso, entretanto, continuaram tão antigas como a das marchinhas de carnaval: basta criar uma dancinha, um trocadilho de apelo sexual, um refrão-pílula, que pode ser um “tchê”, um “tcha”, e esperar que a música pegue. Apesar de achar que a música pode ser mais que um eterno baile de carnaval regado a “vou te pegar” e “dar uma fugidinha”, não vejo problema algum nesse tipo de diversão ligeira. A perversidade está mesmo é no aparato de comunicação e marketing voltado a espalhar essa música, oferecendo a nossos ouvidos apenas um canto monótono de vibratos em terça e rebolismos vulgares.

A verdade é que, de tanto consumir fast-foods culturais, hoje o Brasil aprendeu a fazer sua própria cultura enlatada. Os megashows brasileiros não devem nada ao showbusiness americano – igualmente povoado por artistas apelativos e cheios de rimas fáceis. Por isso, agora somos nós que mandamos para o mundo contêineres cheios de “produtos” musicais. E a Europa, em plena crise econômica, canta e dança ao som do vanerão brasileiro dos neo-sertanejos Gustavo Lima e Michel Teló – música bem mais leve e divertida que o jazz refinado do pós-guerra.

As plateias mais requintadas dos Estados Unidos e Japão até que consumiam a música brasileira, com suas sofisticadas composições da bossa-nova, chorinho e samba-jazz. O que não se via – desde Carmem Miranda, mantidas as proporções – era um artista brasileiro bombando nas pistas, nos programas de auditório, em aeroportos, rádios e até em escolas, como acontece com Michel Teló e Gustavo Lima – feito digno de uma Shakira ou Ricky Martin, artistas latinos que conquistaram as paradas mundiais.

Ok, então somos “exportadores” de cultura. Os americanos, que começaram toda essa história de globalização econômica, serão os próximos a receber nossos contêineres. Mas eles têm um patrimônio cultural protegido e valorizado: o jazz, ensinado em faculdades e até em escolas públicas. Na Europa, a arte de Mozart e Beethoven é tratada como disciplina escolar há séculos. Esses povos sabem a diferença entre música de verdade e mero entretenimento. Enquanto isso, no Brasil, o lixo cultural importado encontra ouvidos despreparados e um mercado consumidor em franco crescimento. A continuar assim, seremos apenas uns infelizes orgulhosos vendedores de nosso refugo musical, mas dançando ao som do baile americano e vestindo nossas calças jeans com bolsos feitos de lixo.

* texto originalmente publicado pela revisa Bleit (Boa Leitura), edição n1, julho/2012.

23 abril 2012

ETC & Jazz - programa 59



Programa levou ao ar o trumpetista Conte Candoli, o fusion clássico e pioneiro do Weather Report, o grupo de tubas de Howard Johnson, o samba funkeado e brazuka do Azymuth, o dueto post-bop do vibrafonista Stefon Harris e do pianista Jacky Terrason, o talento e hipermusicalidade do pianista cubano Hilario Duran, a voz de "crooner" de Dick Farney entoando um clássico americano e a voz de ouro de Natalie Cole entoando outro clássico americano. Baixe aqui.



16 abril 2012

ETC & Jazz - Programa 58



Neste programa, trouxemos os sons variados de sempre com o pianista brasileiro David Feldmann, o guitarrista Toninho Horta, o trombonista J. J. Johnson, o sax cheio de alma de Branford Marsalis, a cantora portuguesa Maria João, o pai do jazz Louis Armstrong, os vanguardistas do grupo Polylemma e o fusion um tanto adocicado do Acoustic Alchemy. Baixe aqui.



12 abril 2012

30 de abril, Dia Internacional do Jazz















A lenda pianística Herbie Hancock completa hoje - 12 de abril - 72 anos e mostra que não é só na música que ele continua na vanguarda do jazz. Atuando como embaixador da boa vontade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), ele anunciou no mês passado a criação do Dia Internacional do Jazz, a ser celebrado pela primeira vez em 30 de abril com grandes shows em Paris, New Orleans e diversos países.

A música de Herbie sempre se pautou pela transcendência de fronteiras. Sua passagem pelo famoso quinteto de Miles Davis deixou marcas profundas em sua personalidade musical, que transforma e molda os sons à sua própria maneira irreverente, sem limites entre música popular, erudita, étnica, jazz, rock ou eletrônica. Para ele, o jazz depende apenas de uma "percepção criativa" da música - qualquer música.

Aos 72 anos, Herbie não precisa de promoção, e usa com inteligência sua credibilidade para dar ao mundo uma data oficial para lembrar a importância do jazz como uma música de caráter universal. Apesar de não ser unanimidade entre os jazzistas mais ferrenhos - muitos o acusam de demagogo ou superficial -, uma visão assim não poderia ser mais apropriada para alguém que tem o cargo de embaixador - um ponto de vista amplo, democrático, algo oportunista, mas sempre em sintonia com as tradições mais profundas que o definem como um jazzista - e não de um político.



09 abril 2012

ETC & Jazz - Programa 55



Programa mantendo a diversidade de sempre, trazendo o trombonista Curtis Fuller, o saxofonista Jackie Mclean, um quarteto do vibrafonista Gary Burton, o maestro e arranjador Pete Rugolo, o baterista Duduka da Fonseca liderando um combo, a cantora Anita O'Day, o monstruoso baterista Julio Barreto, e o trombonista e arranjador Don Sebesky fazendo uma homenagem a Bill Evans. Baixe aqui.

23 março 2012

ETC & Jazz - Programa 57



O programa dessa edição trouxe Hamilton de Holanda, o flautista gaúcho Texo Cabral, o trumpetista Blue
Mitchell, o saxofonista Wayne Escoffery, o trio do baixista norueguês Arild Andersen, o legendário saxofonista Charlie Parker com orquestra, o trumpetista franco-suíço Eric Truffaz, a cantora Dinah Shore e a dobrabinha Tony Bennett e Bill Evans. Baixe aqui.

19 março 2012

ETC & Jazz - Programa 56



Nessa edição do ETC & Jazz, levamos ao ar June Christy, Alex Buck e grupo, David Binney, Andrea Pozza Trio, Duke Ellington, Pete La Roca, Avishai Cohen e Joe Lovano. Baixe aqui.






02 fevereiro 2012

Flauta de pan em novo contexto

Muitos conhecem o som doce e cheio de reverb das flautas de bambu peruanas - tradicionais sampoñas -, geralmente interpretando algum tema de filme ("My heart will go on" de Titanic é o hit insuperável, só perdendo para "El condor Pasa") ou até mesmo um sucesso sertanejo. Aqui o flautista romeno Damian Draghici mostra como uma flauta parecida, a flauta de pan pode ser utilizada com um pouco mais de audácia e técnica em músicas mais complexas.


Como mostra este incrível arranjo pra Giant Steps, Draghici usa a flauta de pan com extrema maestria no jazz - bem melhor que os sorveteiros que passavam na minha rua usando a bendita flautinha para chamar os fregueses, passando a flauta na boca pra lá e pra cá, tocando a escala uma vez ascendente, outra descendente -, assim como em gravações com orquestras em Los Angeles, onde mora. 

Ele nasceu em Bucareste, capital da Romênia, em uma família de descendência cigana e cheia de talentos musicais. Sua habilidade com a flauta de pan logo lhe garantiu convites, aos 15 anos, pra tocar com a Sinfônica da Rádio Nacional daquele país. Teve a oportunidade de participar de uma audição para professores da famosa Berklee College of Music e ganhou uma bolsa. Graduou-se com honras, tornando-se um improvisador ainda mais astuto, o que o tornou referência mundial no instrumento. Dá pra ver porque...

01 fevereiro 2012

ETC & Jazz - programa 54


Nesta edição tivemos a presença sonora de Cannonball Adderley, Eric Alexander, Steve Lehman Octeto, Gary Foster, Eladio Reinón, Stephane Grappelli, Shirley Horn e a dupla Joyce Moreno & Toninho Horta (essa dupla a gente toca com prazer...). Baixe aqui.

27 janeiro 2012

O jazz e a competição musical





















Um aspecto importante da sociedade norteamericana é a competitividade, na qual homens e mulheres têm que provar que conquistarão o mundo com seu trabalho duro, talento e dedicação, e honrarão a "terra dos bravos e da liberdade" mostrando que são os melhores em suas áreas. Há os winners e os losers. Vencer é a meta. Todos escolhem seu alvo, cada um em sua área, e saem todos em busca do objetivo. A criança é colocada na melhor escola, para que possa ter as melhores notas no SAT (exame igual ao Enem) e poder entrar na melhor faculdade, que os pais terão de pagar com economias que fizeram a vida toda pensando na educação do filho - afinal, é assim que se cria vencedores.

No processo educacional, mais competição. Competem para ver quem será a rainha do baile, quem será o presidente do grêmio estudantil, quem é o mais popular, quem soletra melhor, quem vende mais chocolates na gincana. As escolas competem para definir quem tem o melhor time (de vários esportes), quem tem a melhor equipe de cheerleaders, quem tem a melhor banda. Sim, há educação musical nas escolas, que eventualmente formam bandas, que sempre competem. Competição musical.

O filme "Drumline" (EUA, 2002, Charles Stone III), ao qual assisti dia desses numa sessão da tarde (sim, janeiro é meio parado para a música então, que diabos!, assisti mesmo), mostra bem esse clima de disputa que há na música no meio escolar. Traz cenas incríveis como essa abaixo, onde as bandas de duas faculdades se desafiam num duelo de baquetas. As coreografias e a sincronicidade são incríveis, mas há músicos que dizem que, na vida real, essas bandas fazem coisas ainda mais impressionantes do que o filme mostrou. Mas vale a pena conferir:


Nos EUA, os músicos do jazz passam por esse processo tentando ingressar em boas escolas, fazendo provas para ganhar bolsas de estudo em instituições como New England Conservatory, Berklee, Julliard. Estudam para ganhar concursos de saxofone, piano, guitarra, violino, performance, etc. Portanto, jazzistas - em sua maior parte - são resultado da soma de talento, um ambiente positivamente carregado de música, e competitivade.

Juntando talento nato e muito, muito trabalho duro, o estudante de música têm ao seu dispor inúmeras escolas, bandas e cursos de verão para aprimorar seu talento. Oportunidades disponíveis, concorrência dura, esperando a livre-iniciativa dos candidatos ao sucesso: é a própria essência do capitalismo industrial, a mão invisível do mercado exercendo a seleção "natural" e separando os bons dos muito bons, onde vencem os dedicados - típicos "self-made man" da música, que constroem suas carreiras artísticas à custa de muito sacrifício e trabalho. 

Após enfrentar anos de estudos, inúmeros testes, provas e audições, horas e horas de prática, ensaio e preparação, o jazzista está pronto. Ironicamente, uma das artes mais livres e espontâneas depende de uma disciplina estrita e compromissos sérios com grades curriculares e notas. Para os jazzistas, principalmente os que surgiram desde os anos 80, quando explodiu o número de escolas de jazz e performance nos EUA, estar no palco de um jazzclub é, em grande parte, receber os louros pela vitória que conquistaram antes de estar ali.




26 janeiro 2012

ETC & Jazz - programa 53


A edição 53 do ETC & jazz levou ao ar os sons da pianista Aki Takase, da violinista Regina Carter, do sax cubano de Paquito D'Rivera, do fusion do grupo inglês Incognito, do piano perfeito de Makoto Ozone, da guitarra contemporânea de Adam Rogers, do trumpete manhoso de Donald Byrd e da voz pequena e suingada de Rosa Passos. Baixe aqui.

13 janeiro 2012

ETC & Jazz - programa 52



Nessa edição tivemos a honra de transmtir os sons de Patricia Barber, Louis Armstrong, Vitor Assis Brasil, John Scofield, Branford Marsalis, Sadao Watanabe e a dupla Wayne Shorter & Herbie Hancock. Podem baixar o programa aqui se preferirem.

05 janeiro 2012

ETC & Jazz - Programa 51



Nesta edição tivemos Michael Brecker, Freddie Hubbard, Peter Evans Quartet viajando sobre a harmonia de "All the things you are", Paulo Moura, o pianista Joe Sample, o famoso baixista Cachao e sua orquestra tocando uma versão mambo de "Rhapsody in Blue" e Terence Blanchard convidando a cantora Jeanie Bryson em uma reverência a Billie Holiday. Baixe aqui.

28 dezembro 2011

ETC & Jazz - programa 50



Edição número 50 do ETC & Jazz com Pat Metheny Group, o guitarrista curitibano Oliver Pellet, Cannonball Adderley, Diane Schurr, Khan Jamal Trio, Quarteto Novo, Benny Green e Earl Hines.
Baixe aqui.