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13 janeiro 2011
O jazz em entrevista
Ontem, 12/01, eu e o baterista norte-americano radicado no Brasil Bob Wyatt demos uma entrevista na Rádio UFSCar (95,3 FM, São Carlos), no programa do gestor cultural, diretor de teatro e ex-cortador de cana Hélvio Tamoio (Programa Paracatuzum).
Entre perguntas vindas e ouvintes de Espanha, Alemanha, Holanda, Jaú e São Paulo, Bob contou sobre sua história musical, que começa em Baltimore (EUA), segue para Memphis, onde tocou blues, country e até funk com Isaac Hayes, e continua até se alistar na marinha, onde conheceu o jazz pelas big bands. Seguiu tocando aqui e ali, gravou um disco com muita dificuldade, até desembarcar no Brasil em 1981 onde tinha trabalho fácil em diversas casas que tinham boa música ao vivo. "Era impressionante, o eixo Rio-São Paulo tinha muito lugar pra trabalhar, bem diferente de hoje".
Na entrevista falamos também, obviamente, sobre jazz - assunto que Bob domina muito bem, sendo coordenador da área de música popular do curso de música da Faculdade Cantareira -, sobre a profissão da música, sobre estética musical, e também um pouco sobre o grupo Sancajazz, que formamos com o Bob aqui em São Carlos - os ensaios começam nessa semana com repertório novo, trocando os tradicionais standards por composições próprias.
Pode-se ouvir a entrevista no player acima ou baixar o programa aqui.
29 março 2010
ETC & Jazz agora no jornal

Helvio Tamoio (www.paracatuzum.com.br)
A partir da primeira semana de abril, esse humilde blog passará a ter um espaço físico no mundo real da informação, e será publicado semanalmente na coluna homônima no caderno de cultura do jornal A Folha, de São Carlos (SP).
O caderno foi lançado no dia 18 de março desse ano e é coordenado pelo ator, ex-cortador de cana e ex-bã-bã-bã da Funarte Helvio Tamoio, um maluco que pilota a cultura como se fosse uma kombi a 300 por hora. Faz parte de vários núcleos culturais da região como o Núcleo de Fazimento da Cena e o Grupo de Estudos Independente da Cultura Paulista.
No meio de tanta cultura e loucura, me encontrou na rua, depois num show, depois numa mesa de bar, e me intimou: "Sabe quem vai fazer o próximo artigo para o meu caderno de cultura? Você!", no que retruquei, no ato: "Só se me der 2 mil caracteres toda a semana". Ele topou, e assim virei colunista de jornal. Já tinha o blog, agora tenho um louco que me dá espaço pra escrever toda a semana. Legal, né?
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