No dia-a-dia, o encontro com outros artistas gerava algumas cenas hilárias. Aqui, o ator e músico Jan Ferslev, do mundialmente aclamado Odin Teatret, "a caráter", batia um papo com nosso saxofonista e produtor Hans Købberø.
O trombonista Henrique Hayashi não quis trocar sua cachaça brasileira pela pinga dinamarquesa (famosa "snapps", feita de batata, aaaarrgh...) oferecida pela atriz letoniana Zanda Priedite.
Sempre a postos para as intervenções, a atriz Kirstin Elisabeth Jensen deu uma folga para seu personagem - o "corvo" - e abriu um sorriso maroto.
A atriz e contadora de histórias Ingrid Hvaas deu uma palhinha logo no primeiro dia, cantando uma música que parecia ser engraçada, mas que ninguém entendeu...
O ator húngaro Imre Pétkov, do grupo de teatro Zamok, logo incorporou sua personagem "vaca" e azucrinou a banda com seus cowbells já no primeiro encontro, num samba dentro do ônibus vermelho.
O produtor e saxofonista Hans Købberø ensinou a receita do Fransk Hot Dog, cachorro-quente à moda dinamarquesa, que leva mostarda (bem forte), remoulade (um tipo de maionese meio adocicada, lê-se "remulêiloe").
Numa das escolas onde por onde o Soul Brasil, a roda de violão foi comandada por André Gião.
No piano, André Gião também encantou seus amiguinhos, Mãozinha (direto da Família Adams) e Cabecinha (primo distante de Rodrigo Serra, o Cabeção do Recife).
Em um churrasco após o fim do festival, nossos novos amigos Mathias, Stine e Louise se arrebentaram de beber, comer e também de rir com os videoclipes psicodélicos e toscos de Marli, apresentada a eles como "a vanguarda lixo da música brasileira contemporânea".
E qual não foi nossa surpresa ao embarcarmos num ferry-boat para Copanhague e encontrarmos por acaso a artista plástica Sophie Hjerl (primeira à esquerda), que se tornou também uma amiga durante o festival Mørket?