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23 janeiro 2011
ETC & Jazz - Programa 17
O terceiro ETC & jazz de 2011 trouxe diversidade (como sempre) na abordagem do jazz. Quase world music, quase experimentação. A balada do saxofonista Archie Shepp, a fusão de pop e jazz do Esbjörn Svensson Trio, a fusão experimental com o samba de Dave Liebman e seu New Vista Group, a sonoridade quase oriental da pianista Aziza Mustafah Zadeh, o jazz afro de Abbey Lincoln e o blues reinventado do quinteto Heaven on Earth (James Carter no clarone, Adam Rogers na guitarra, John Medesky no órgão, Christian McBride no baixo e Joey Baron na bateria). Pode ser baixado aqui.
02 junho 2010
A sétima verdade do jazz
O pensamento jazzístico é maior do que o jazz. Aspectos da linguagem do jazz - tema, improviso, forma, blue note, swing, instrumentação, arranjo característico - se ampliam quando sobrepostas a novos materiais musicais, novas culturas, novos territórios sonoros.
A pianista e cantora azerbaidjana Aziza Mustafa Zadeh, 40, traz as escalas exóticas do sudeste europeu para os palcos do jazz, mesclando improvisações ao estilo mugam (música tradicional do Azerbaidjão, de origem persa) a standards como Take Five (Paul Desmond) ou Manhã de Carnaval (Luis Bonfa).
Sua técnica vocal e habilidade pianística fazem dela uma força única no jazz, alimentando-o de novas possibilidades expressivas. Saindo das escalas dóricas, passeia pelos semitons da música oriental, pelos modos tristes e dançantes da música mugam, atacando em uníssino com o piano, criando assim um instrumento único, capaz de nos levar à longínqua Pérsia, à Alemanha de Bach, ou à Nova York multicultural de um Chick Corea. Tudo em menos de um compasso.
World Music? Música étnica? Sim, mas com marcas do jazz, presentes em detalhes como performance (a atitude "jazzmen cool", explicada por Carlos Calado). Aziza chama seus shows de concertos. Geralmente é só ela e o piano. Em um vestido chique, porém simples, a silhueta magra só se movimenta de acordo com as tensões e sobressaltos de seu próprio improviso. Com fraseado suingado, cria contracantos ou mesmo dobras harmônicas com seu scat singing, criando melodias com alto grau de liberdade (onde a improvisação modal, feita sobre uma tonalidade única, se encontra com o free jazz), entre outras.
Aziza mora na Alemanha desde os 18 anos, quando a mãe cantora a ajudou a assumir sua carreira musical e a levou para disputar o famoso concurso de talentos do Thelonious Monk Institute, nos EUA, no qual ficou em terceiro lugar. Três anos depois, em 1991, lançou seu primeiro disco e hoje já vendeu 15 milhões de cópias de seus nove álbuns.
No disco Seventh Truth (1996), Aziza toca piano, canta e também toca percussão, assistida apenas por um percussionista indiano. Jazz não-ortodoxo, para ouvidos não-ortodoxos.

Seventh Truth (1996)
Aziza Mustafa Zadeh: piano , piano, vocals & congas [1-4-10-11-12]; Ramesh Shotam: drums [4], indian percussion [1-4-11]
01. Ay Dilber (5:25); 02. Lachin (3:43); 03. Interlude I (2:06); 04. Fly with Me (7:07); 05. F# (4:18); 06. Desperation (6:21); 07. Daha... (Again) (4:53); 08. I am Sad (4:55); 09. Interlude II (00:27); 10. Wild Beauty (4:34); 11. Seventh Truth (4:40); 12. Sea Monster (8:12);
A pianista e cantora azerbaidjana Aziza Mustafa Zadeh, 40, traz as escalas exóticas do sudeste europeu para os palcos do jazz, mesclando improvisações ao estilo mugam (música tradicional do Azerbaidjão, de origem persa) a standards como Take Five (Paul Desmond) ou Manhã de Carnaval (Luis Bonfa).
Sua técnica vocal e habilidade pianística fazem dela uma força única no jazz, alimentando-o de novas possibilidades expressivas. Saindo das escalas dóricas, passeia pelos semitons da música oriental, pelos modos tristes e dançantes da música mugam, atacando em uníssino com o piano, criando assim um instrumento único, capaz de nos levar à longínqua Pérsia, à Alemanha de Bach, ou à Nova York multicultural de um Chick Corea. Tudo em menos de um compasso.
World Music? Música étnica? Sim, mas com marcas do jazz, presentes em detalhes como performance (a atitude "jazzmen cool", explicada por Carlos Calado). Aziza chama seus shows de concertos. Geralmente é só ela e o piano. Em um vestido chique, porém simples, a silhueta magra só se movimenta de acordo com as tensões e sobressaltos de seu próprio improviso. Com fraseado suingado, cria contracantos ou mesmo dobras harmônicas com seu scat singing, criando melodias com alto grau de liberdade (onde a improvisação modal, feita sobre uma tonalidade única, se encontra com o free jazz), entre outras.
Aziza mora na Alemanha desde os 18 anos, quando a mãe cantora a ajudou a assumir sua carreira musical e a levou para disputar o famoso concurso de talentos do Thelonious Monk Institute, nos EUA, no qual ficou em terceiro lugar. Três anos depois, em 1991, lançou seu primeiro disco e hoje já vendeu 15 milhões de cópias de seus nove álbuns.
No disco Seventh Truth (1996), Aziza toca piano, canta e também toca percussão, assistida apenas por um percussionista indiano. Jazz não-ortodoxo, para ouvidos não-ortodoxos.

Seventh Truth (1996)
Aziza Mustafa Zadeh: piano , piano, vocals & congas [1-4-10-11-12]; Ramesh Shotam: drums [4], indian percussion [1-4-11]
01. Ay Dilber (5:25); 02. Lachin (3:43); 03. Interlude I (2:06); 04. Fly with Me (7:07); 05. F# (4:18); 06. Desperation (6:21); 07. Daha... (Again) (4:53); 08. I am Sad (4:55); 09. Interlude II (00:27); 10. Wild Beauty (4:34); 11. Seventh Truth (4:40); 12. Sea Monster (8:12);
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