Bidinho
Neste ano dei uma guinada na minha vida e decidi finalmente tornar-me músico profissional, mesmo sabendo que ganhar dinheiro tocando boa música é cada vez mais difícil. A grande sorte que tive neste ano foi poder tocar quase semanalmente no restaurante Os Ciprestes, em Ribeirão Preto (SP), acompanhando a cantora Bia Mestrinér e o trumpetista Bidinho.
Bidinho é um veterano da música - seu nome está no dicionário Cravo Albin de música brasileira, é mole? -, com ampla experiência musical com grandes nomes da MPB como Gal Costa, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, MPB-4, e Barão Vermelho. Ele concorda comigo quando o assunto é viver de música: "Você tem que topar o que aparece, fazer todo o tipo de trabalho, mas se você é bom, os caras bons vão te chamar pra tocar", diz ele, do alto de seus mais de 40 anos de carreira musical.
Começou tocando saxofones na orquestra de seu irmão, Amir Spínola, no interior de São Paulo, passando por diversas formações como a Orquestra Nélson de Tupã, Orquestra Laércio de Franca e News Boys. Natural de Pontal (30 km de Ribeirão Preto), mudou-se para o Rio de Janeiro em 1975, onde trocou os saxes pelo trompete.
Depois de anos no mercado fonográfico, voltou em 2006 para sua cidade natal e atua na noite ribeirão-pretana. E eu tenho o orgulho de poder acompanhá-lo todos os sábados tocando standards de jazz, bossas e música brasileira, juntamente com Paulinho Vieira na bateria e Zé Pereira no baixo. No último dia 14 de novembro gravei nossa apresentação usando um gravador Zoom H4n, stereo, 44,1Mhz/16 bit. O som ficou legal, então disponibilizo aqui algumas faixas para vocês escutarem este ícone do trumpete brasileiro.
Look to the Sky (Tom Jobim)
Cantaloup Island (Herbie Hancock)