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03 dezembro 2011

ETC&Jazz - programa 46



O ETC & Jazz edição 46 trouxe o saxofonista Arnett Cobb, a big band da dupla John Clayton & Jeff Hamilton, a linda voz de Freddy Cole, a homenagem a Johnny Alf pelo pianista David Feldmann, a rara gravação de John Coltrane e Thelonious Monk, o fusion dos japoneses do Casiopea, o King Crimson Jazz Trio e o som post-bop do saxofonista Wayne Escofery. Podem baixar o programa aqui.

14 julho 2011

ETC & Jazz - Programa 38



Esse programa transmitido em 21/06 teve sons de Hermeto Pascoal, Antonio Adolfo, Geri Allen, Nina Simone, Antonio Faraó, John Coltrane e o projeto School of the Arts, do tecladista T. Lavitz e monstros como Frank Gambale, John Patitucci e Dave Weckl. Baixe aqui.

01 junho 2011

ETC & Jazz - Programa 36



Essa edição do ETC & jazz trouxe novas vinhetas, gravadas aqui em casa mesmo no teclado, usando overdubs - como se houvesse dois pianistas tocando ao mesmo tempo, a quatro mãos. A voz é da minha amada queridíssima Alessandra Kuba. Aos poucos o programa vai ganhando novos sons.
No repertório tem o grupo Gravity! - com suas oito tubas improvisadoras -, o pianista Bill Charlap e seu septeto, Art Farmer e seu sexteto, Milton Nascimento e um quinteto com os "top five" do jazz, além do encontro de Thelonious Monk e John Coltrane e o latin jazz de Ray Barretto tocando "Serenata", uma de minhas canções favoritas. Você pode ouvir no player acima ou baixar nesse link aqui.

30 março 2011

ETC & Jazz - programa 27



Acabou de ir ao ar a vigésima sétima edição do ETC & Jazz na Rádio UFSCar (95,3 FM em São Carlos) e os sons hoje passearam por diversas veredas do jazz. Raul de Souza tocando com o grupo experimental do saxofonista francês Clare Michel, Wynton Marsalis baladeando, Cassandra Wilson suingando, John Coltrane fazendo seu passeio pelo blues, Anthony Braxton improvisando com músicos da Lituânia e Hungria, o trio de Jaques Lucier reinventando as quatro estações de Vivaldi e a Big Band da rádio WDR, de Colônia, na Alemanha. Ouça o programa no player acima ou baixe aqui.

29 dezembro 2010

ETC & Jazz - programa 14 - Especial de Natal "Vol. 2"



O segundo programa especial de Natal trouxe várias canções natalinas - algumas tradicionais, outras comerciais - na voz e na interpretação de jazzistas. Algumas são chavões, outras são surpresas, outras são pura ingenuidade, mas o resultado é um programa de natal e fim de ano ideal para se ouvir ao pé da lareira, com um conhaque na mão, de frente para a paisagem branquinha das neves de inverno a cair sobre o pinheiro plantado no seu quintal.

A edição traz Manhattan Transfer, Harry Connick Jr., Joey Calderazzo, John Coltrane, Wynton Marsalis, Etta James, Diane Reeves, João Gilberto, Shirley Horn, The Puppini Sisters e uma gig latina do percussionista Pete Escobedo e o cantor Ray Obiedo. O programa pode ser baixado aqui.

13 outubro 2010

ETC & Jazz - Programa 5



O quinto programa ETC & Jazz foi transmitido ontem, 12/10, pela Rádio UFSCar 95,3 FM, e pode ser ouvido nesse player acima ou baixado aqui. Nos set list tem John Coltrane, Return to Forever, Miguel Zénon, Zimbo Trio (com Sonny Stitt), Wallace Roney, Tom Scott, Joshua Redman Elastic Band e o violonista Earl Klugh.

05 outubro 2010

ETC & Jazz - Programa 3



Baixem  o programa 3, que foi ao ar na semana passada aqui. 

Programa cheio de variedades, seguindo a linha "tudo é jazz"... todas as épocas e estilos, trazendo Dave Holland Quintet, Bill Evans Trio, Dizzy Gillespie United Nations Orchestra, J. T. Meirelles, John Coltrane, John Pizzarelli e John Scofield, além do cantor Michel Feinstein acompanhado do saudoso pianista George Shearing.

14 fevereiro 2010

Pianista chumbo-grosso

Alfred McCoy Tyner, 71, é um dos pianistas mais geniais do jazz. Seu estilo de tocar é expressivo e adiciona um colorido especial a qualquer música. Um simples blues se transforma rapidamente num tema hard-bop devido a sua capacidade de explorar a rítmica e aplicar harmonia modal a qualquer peça usando acordes quartais - característica que influenciou profundamente os pianistas modernos como Chick Corea e Herbie Hancock.

Além disso, o som amplo e forte de seu piano foi fundamental no quarteto de John Coltrane, do qual participou de 1960 a 1965. Seu som poderoso, com dinâmicas fortes, abusando de trêmolos pesados nos acordes de mão-esquerda, criavam climas e ambientações perfeitas para as notas rascantes do sax de Coltrane.

E quando solava, McCoy seguia a contramão de todos os improvisadores - primeiro parecia recortar os temas agressivos do grupo com frases rápidas de mão direita, cheias de notas em staccatto baseadas na escala pentatônica - geralmente sobrepostas à tonalidade original, com fraseados extremamente modernos e ousados. O clímax de seus improvisos chegava quando ele diminuía a velocidade das frases, mas aumentava a dinâmica dos acordes, com ataques violentos das mãos ao teclado, explorando toda a extensão de graves e agudos com rítmicas complexas.

O professor de piano norte-americano Roger Friedmann mostra neste vídeo aqui como desenvolver o "estilo" McCoy no piano.



Tomei contato com Tyner ouvindo um disco dele lançado em 1991 chamado "Remembering John", onde ele lembrava dos temas de Coltrane tocando apenas em trio com o baixista Avery Sharpe e o baterista Aaron Scott. Conservando seu estilo exuberante e técnica impecável, McCoy soa nessa gravação como uma orquestra completa, com acordes elegantes nas baladas ("Good Morning Heartache" e "Like someone in Love") e extrema "selvageria" nas composições mais arrojadas ("India", "Pursuance" e "Giant Steps").

E disponibilizo aqui para download uma gravação mais recente de McCoy, com um quarteto de estrelas atuais do estilo. O grupo recria algumas das principais composições de Tyner, como "Passion Dance" e "Blues on the corner", em uma gravação ao vivo cheia de solos brilhantes e extrema energia (links do excelente blog Pintando Música).


McCoy Tyner Quartet - parte 1
McCoy Tyner Quartet - parte 2

Joe Lovano - sax tenor
Christian McBride - baixo 
Jeff Watts - bateria

21 setembro 2009

Jazz mantras - liberdade




"Jazz is a style, not compositions; any kind of music may be played in Jazz, if one has the knowledge."
(Jazz é estilo, não composição; qualquer tipo de música pode ser tocada como jazz, se se tiver o conhecimento)

Jelly Roll Morton

"Forget about upholding the tradition and just really be who you are."
(Não se preocupe em manter a tradição, seja apenas quem você é)

Terence Blanchard

"As long as there are people trying to play music in a sincere way, there will be jazz".
(Enquanto houver gente tentando tocar música de forma sincera, haverá jazz)
Lee Konitz


"I've found you've got to look back at the old things & see them in a new light."
(Acho que se deve debruçar sobre as coisas antigas e vê-las sob uma nova luz)
John Coltrane


"Don't play what's there, play what's not there."
(Não toque aquilo que está, toque aquilo que não está)
Miles Davis


"Jazz demands that you bring to it things that are valuable to you, that are personal to you."
(O Jazz pede que você acrescente coisas que têm valor pra você, que são pessoais)
Pat Metheny


"Hot can be cool & cool can be hot & each can be both. But hot or cool man, Jazz is Jazz."
(O hot pode ser cool
, o cool pode ser hot, cada um pode ser o outro. Mas seja hot ou cool, jazz é jazz)
Louis Armstrong

"One of the things I like about jazz, kid, is I don't know what's going to happen next. Do you?"
(Uma das coisas que gosto no jazz, rapaz, é que não sei o que vai acontecer em seguida. Você sabe?)
Bix Beiderbecke


"Change is always happening. That's one of the wonderful things about jazz music."
(A mudança está sempre acontecendo. É uma das coisas maravilhosas do jazz)
Maynard Ferguson


"I think that what is important is that the music be honest, direct and that it is relevant to today."
(Acho que o que importa é que a música seja honesta, direta e relevante para os dias de hoje)
Dave Holland

12 março 2009

Jazz life




Acabei de ler "Improvisando Soluções" (Ed. Best Seller, 2008), do jornalista especializado em jazz Roberto Mugiatti. O livro conta a história pessoal de grandes músicos do estilo, mostrando como superaram dificuldades e desenvolveram ferramentas - seja no jeito de tocar, seja no modo de vender o peixe - para sobreviver e fazer sucesso no jazz. Uma espécie de "faça como eles fizeram", auto-ajuda que vem bem a calhar para um músico como eu, que acabou de deixar um emprego fixo no jornalismo para ganhar o pão na selva musical.
Ter a capacidade de transformar o "limão numa limonada" - ou de arpejar sobre os acordes revolucionários de "Giant Steps" (John Coltrane) em uma sessão de gravação sem nunca ter lido a partitura antes - é a grande lição do livro. Eis alguns fatos interessantes:

- John Coltrane estudava horas e horas todos os dias seu sax tenor, irremediavelmente descontente com seu som. Mesmo quando tocava ao lado de gigantes como Miles Davis. Até que no fim da vida descobriu o sax soprano e fez música até com um instrumento feito de plástico, dizendo que podia "tirar som até de um cadarço se fosse sincero". Gênio, mas também um batalhador incansável.

- Lester Young era escurraçado de grupos instrumentais porque achavam que seu som de sax era "mole", "sem vigor", "afeminado" até. Pois ele se eternizou nas gravações com Billie Holliday, onde seu sax sofisticado, sopro "cool" e bem colocado estabeleceu um novo tipo de sonoridade, que se tornou própria do jazz até os dias de hoje.

- Thelonious Monk tem exatas 71 composições. E em seus shows interpretava sempre os mesmos standards, pinçados de um escopo de pouco mais de 40 canções. Não conseguia ser um pianista comercial. E hoje todos os pianistas comerciais se interessam pelos voicings de seus acordes angulosos, indispensáveis para quem quer soar com um mínimo de ginga jazzística;

- Parece mentira, mas João Gilberto cantava num conjunto vocal nos anos 50, com direito a vozeirão e gravata borboleta. Até que encasquetou com a música que fazia no violão, tentando fazer um som que ninguém tirava na época. Passou dois anos sem trabalho, morando de favor na casa de amigos e parentes, até que foi internado num hospício no interior de Minas Gerais pra ver se tomava jeito na vida. Só depois, de volta ao Rio de Janeiro, é que perceberam que o som que ele procurava no violão era a revolucionária batidada da Bossa Nova, técnica de tocar que mudou a história da música mundial.

Tirar do jazz lições para a vida. O jazz, com seu jeito de brincar com os sons, explorar silêncios, criar ou derrubar expectativas, comunicar-se com outros músicos e ouvintes, é simplesmente um jeito de encarar a música. O que significa que a vida pode ser tão criativa e rica como uma jam session se for levada com mais leveza.