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04 março 2013

ETC & Jazz - programa 63

Os programas inéditos voltaram ao ar! Este é o programa 63, o último a ser transmitido antes da longa pausa, e levou ao ar os sons de Phineas Newborn Jr, Michel Legrand Big Band, Renne Rosnes, Gato Barbieri, Tom Harrell, Jessica Willians, Wynton Kelly e do saxofonista destaque no cenário paulistano, Jota P. (tocando uma composição de seu grande disco, "Que Fase!"). Baixe aqui.

28 maio 2011

ETC & Jazz - Programa 35



Programa transmitido em 24/5 que tocou Bill Holman Big Band, Chet Baker ao vivo em Paris, Taylor Eigsti, Clifford Brown e Max Roach ao vivo, Tom Harrell, Kenny Garrett, Toninho Horta e Weather Report. Baixe aqui.

02 fevereiro 2011

ETC & Jazz - Programa 18



Este programa foi ao ar no dia 25/01 - desculpem pelo post atrasado - e trouxe os sons de Tom Harrell, Stanley Turrentine, Chucho Valdés, Edison Machado, Ahmad Jamal, Michael Brecker e o grupo InTrio, de Ribeirão Preto. Baixe o arquivo mp3 aqui.

15 setembro 2010

ETC & Jazz - Programa 01



Pessoal, estreou a primeira edição do ETC & Jazz na Rádio UFSCar. Quem quiser baixar, esse é o link, ou escute aí em cima. Trazendo sons de várias frentes do jazz, das várias fronteiras do estilo - fronteiras territoriais, harmônicas, conceituais, rítmicas, etnoculturais. No programa, proponho a confrontação das bordas, das cercas que dividem (teoricamente) as músicas, mostrando que a mistura e integração são a melhor forma de perenização. A meu ver, o jazz segue exatamente esse caminho - misturar-se para continuar existindo, dando origem inclusive a novas linguagens e enriquecendo a sua própria essência.

A primeira música do programa, uma pequena composição feita da colagem e sobreposição de todas as músicas que tocam na edição, ressalta justamente essa capacidade que o jazz tem de reconfigurar-se. Mesmo que tudo na música já tenha sido tocado, criado, repisado até se tornar linguagem, o ato jazzístico reside justamente na reterritorialização desses elementos musicais. Se John Coltrane já tocou todos os chorus possíveis, efervescentes e densos, vamos tocá-los de novo com guitarras, ou com um vibrafone minimalista, ou então solfejá-los acompanhados de uma cítara e uma tabla. Senão se pode mudar o código, mudamos o contexto, e acabamos por produzir uma nova mensagem, um novo conceito, dando origem assim a novas possibilidades interpretativas.

O rádio é sempre um ponto de partida para novas experiências auditivas. Pode-se ser estritamente informativo, objetivo, sisudo, e ainda assim nós ouvintes tentaremos imaginar a cara do apresentador a ler as notícias com seu tom monótono. E quando estão propostas novas configurações sonoras, a tendência é que os ouvidos estranhem - afinal, reconfigurações sonoras acabam por eliminar ou minimizar as referências territoriais, históricas, estéticas que trazemos no ouvido.

É como perder a bússola interna, ficar sem norte no meio de uma floresta a noite. Tudo o que resta é tentar guiar-se pelos instintos, e isso talvez seja o grande desafio cultural da contemporaneidade - voltar a ouvir como ouvíamos no tempo das cavernas, vulneráveis, frágeis, expostos aos perigos da escuridão. Ouvir jazz como se não tivéssemos fogo, como se estivéssemos na idade da Pedra Lascada, tateando a linguagem, dependendo da audição para enxergar a noite. Encontrar sentidos nos sons que vêm do escuro, que nascemvivemorrem apenas enquanto ainda está escuro e temos ouvidos para vê-los, sentir seu gosto, ferir-se com suas arestas, segurá-los como batatas quentes e soltá-los como labirínticos vagalumes, respingando luzes aqui e ali em nossos devaneios de escuta.

27 agosto 2010

O primeiro programa de rádio está chegando...

Ainda sem data de estréia, o ETC&Jazz já teve um piloto gravado no estúdio da Rádio UFSCar 95,3 FM. Eu é que serei o apresentador e, apesar de não gostar muito da minha voz, achei até que a narração ficou legal. Compus vinhetas de abertura, divulgação e assinaturas, todas usando overdubs de teclado - como se dois pianistas gravassem.



A idéia é que, em cada edição, logo após a chamada de abertura, toque uma composição radiofônica especialmente criada com a fusão, justaposição ou interpolação de todas as músicas que tocarão no programa do dia - uma espécia de "índice" do que o ouvinte vai encarar.

É um tipo de composição que é muito prazerosa de se fazer, pois possibilita a criação de uma nova música a partir de gravações já existentes. Há infinitas maneiras de se editar os sons - assim como são infinitas as maneiras de se ouvi-los -, mas aqui cumprem o propósito simples de atrair a atenção do ouvinte por meio do cruzamento de fluxos sonoros, estruturas, texturas e genealogias várias, na tentativa de criar um novo tecido sonoro que proporcione uma certa coerência às mais díspares tendências, escolas e tipos de jazz.

Talvez seja parecido com a idéia de "rádio rizomático" que a pesquisadora Janete El Haouli vem desenvolvendo - uma trança de sons que se cruzam sem hierarquias, dependências, intencionalidades, enovelando-se simplesmente ao tocarem (e se tocarem) nos limites dos tímpanos de cada ouvinte, sugerindo novas tramas e caminhos a cada segundo. Um desafio para a escuta.

Achei que o resultado da primeira ficou interessante. Na ordem em que aparecem, estão contidas aí as seguintes músicas: "Shapes", com Tom Harrell; "Jitney", com Cecil Taylor; "Captain Crunch (meets the Cereal Killer)", com Nicholas Payton; "Gota Serena", com Vinícius Dorin; "Song X Duo", com Pat Metheny e Ornette Coleman, sobreposta com incrível perfeição em "L. A. Scenes", com Chick Corea e Origin; "Conjunto", de Arturo Sandoval, que serve de base para a voz de Louis Armstrong e Billie Holiday em "You Can't Lose a Broken Heart". A sensual "Popsicle Toes", com Diana Krall, vai sendo pontilhada em algumas brechas.