02 fevereiro 2012

Flauta de pan em novo contexto

Muitos conhecem o som doce e cheio de reverb das flautas de bambu peruanas - tradicionais sampoñas -, geralmente interpretando algum tema de filme ("My heart will go on" de Titanic é o hit insuperável, só perdendo para "El condor Pasa") ou até mesmo um sucesso sertanejo. Aqui o flautista romeno Damian Draghici mostra como uma flauta parecida, a flauta de pan pode ser utilizada com um pouco mais de audácia e técnica em músicas mais complexas.


Como mostra este incrível arranjo pra Giant Steps, Draghici usa a flauta de pan com extrema maestria no jazz - bem melhor que os sorveteiros que passavam na minha rua usando a bendita flautinha para chamar os fregueses, passando a flauta na boca pra lá e pra cá, tocando a escala uma vez ascendente, outra descendente -, assim como em gravações com orquestras em Los Angeles, onde mora. 

Ele nasceu em Bucareste, capital da Romênia, em uma família de descendência cigana e cheia de talentos musicais. Sua habilidade com a flauta de pan logo lhe garantiu convites, aos 15 anos, pra tocar com a Sinfônica da Rádio Nacional daquele país. Teve a oportunidade de participar de uma audição para professores da famosa Berklee College of Music e ganhou uma bolsa. Graduou-se com honras, tornando-se um improvisador ainda mais astuto, o que o tornou referência mundial no instrumento. Dá pra ver porque...

2 comentários:

  1. Confesso que tinha uma certa aversão ao dito instrumento, mas me surpreendi com essa interpretação. Muito boa dica.

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  2. Legal Edison, continue por aqui...

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